Depressão Puerperal: O que é?

Depressão Puerperal: O que é?

A depressão puerperal, também chamada de depressão pós-parto, não deve ser confundida com o baby blues, que aparece nos três dias após o parto e desaparece no máximo em duas semanas.

Já a depressão pós-parto é mais longa e marcada por um estado clínico mais grave, como uma culpa intensa, sensação de incapacidade, cansaço extremo, etc.

Apenas a título de curiosidade, tais sintomas são comuns em pessoas submetidas a um tratamento para dependentes químicos, o que exige um acompanhamento de perto.

Para você entender melhor a depressão puerperal, vamos mostrar aqui o que é, os principais sintomas da depressão e quando procurar ajuda.

O que é depressão puerperal?

A depressão puerperal atinge cerca de 10% a 15% das mulheres e geralmente começa de 4 a 8 semanas após o parto.

Mais raramente, um caso entre 500 a 1000 nascimentos, a depressão é acompanhada de sintomas psicóticos, o que é bastante perigoso.

Apesar da depressão puerperal estar associada às mudanças hormonais derivadas da gravidez e parto, os riscos podem aumentar com o estresse e ansiedade.

Por isso, é importante estar atento aos sintomas, especialmente se estiverem presentes na maior parte do tempo nas duas primeiras semanas.

A seguir, confira os principais sinais da depressão pós-parto.

Quais os sintomas da depressão puerperal?

A depressão pós-parto se assemelha a outros tipos de depressão, embora alguns sintomas estejam mais associados a pensamentos negativos em relação ao bebê.

Portanto, os sintomas podem variar de mulher para mulher, mas os principais incluem:

  • Humor depressivo, por exemplo, se sentir triste, com sentimento de vazio;
  • Dificuldade em pegar no sono, mesmo quando o bebê está dormindo;
  • Desejo constante de chorar;
  • Oscilação de apetite;
  • Fadiga intensa ou perda de energia;
  • Esgotamento físico;
  • Isolamento;
  • Culpa excessiva sem razão aparente;
  • Uma sensação de uma mãe incapaz, com sentimento de fracasso;
  • Falta de interesse por ela ou em relação ao bebê, ou ao contrário, uma preocupação excessiva;
  • Medo de fazer mal ao bebê;
  • Ideias suicidas.

Da mesma forma que um paciente em uma clínica de recuperação deve ser avaliado constantemente, é essencial que as mães que apresentem sinais de depressão puerperal sejam acompanhadas por um profissional de saúde mental.

Quando buscar ajuda?

Muitas vezes, a falta de informação faz com que mães ou até mesmo seus familiares não busquem ajuda.

Isso também acontece em quem não procura por tratamento para alcoolismo, muito em razão de acreditar que não precisa ou que é possível superar sozinho.

Agora, quando a depressão puerperal é severa, é necessário consultar um médico o mais rápido possível, a fim de obter o tratamento adequado.

Dependendo da intensidade e dos sintomas, provavelmente o médico vai direcionar a paciente para um psicólogo ou psiquiatra.

Lembrando que, alguns antidepressivos passam pelo leite materno, e se a mãe quiser continuar amamentando, deverá consultar o médico para saber qual medicamento não fará mal ao bebê.

No entanto, independente da gravidade da depressão pós-parto, é importante que todos à volta estejam bem atentos e buscar ajuda profissional o quanto antes.

Logo, saiba que a maioria das mulheres sentem uma melhora significativa em alguns meses, desde que com um tratamento adequado, logo, é crucial contar com o suporte de um profissional.